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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O TAMANHO DOS LOTES EM SISTEMAS PRODUTIVOS CONVENCIONAIS E A MENTALIDADE LEAN


O TAMANHO DOS LOTES EM SISTEMAS PRODUTIVOS CONVENCIONAIS E A MENTALIDADE LEAN: REVENDO OS LOTES ECONÔMICOS
Por: André Luís Almeida Bastos1

Nos últimos anos, as indústrias brasileiras têm se deparado com um novo paradigma de organização da produção, o qual confronta acentuadamente com o modelo tradicional que rege a gestão da maioria dos sistemas produtivos. Este novo paradigma, denominado lean manufacturing ou produção enxuta, baseia-se em conceitos já bastante conhecidos como: just in time, células de produção, polivalência, estoque zero, produção puxada, lote unitário, parcerias com fornecedores entre outros. Muitas indústrias ao redor do mundo têm agora, de fato, experimentado a aplicação destes conceitos em detrimento dos paradigmas tradicionais, especialmente caracterizadas por grandes volumes de estoques, filas, altos lead times, os quais contribuem acentuadamente para o baixo desempenho das atividades do sistema produtivo.
Na lógica tradicional baseada no princípio de ”empurrar a produção”, as operações são disparadas pela disponibilidade de material a processar. Assim, após a primeira operação, o lote é empurrado para a operação seguinte e o lote espera sua vez de encabeçar a fila de lotes a serem processados, conforme o nível de prioridade. Na lógica enxuta, a qual baseia-se no princípio de “puxar a produção”, uma operação só é disparada se o material por ela produzido é requerido pela operação subseqüente do processo, minimizando, dessa forma, o tempo de espera em filas e, conseqüentemente reduzindo o lead time de fabricação do lote e tempo de entrega ao cliente.
Uma premissa básica dos sistemas produtivos convencionais, associada ao tamanho dos lotes, consiste na fabricação de lotes maiores, os chamados lotes econômicos, de forma a obter uma economia de escala e minimização do custo unitário de fabricação. Um argumento comumente utilizado nas indústrias para justificar tal prática repousa na minimização da freqüência de setups, especialmente se os mesmos demandam grande soma de tempo para a realização. Assim a redução da freqüência de setups pela programação de lotes maiores no equipamento reduz o tempo improdutivo com máquinas paradas para trocas. Entretanto, observa-se que na prática, a fabricação de lotes ditos econômicos pode incorrer em um volume produzido superior ao volume necessário para atender aos pedidos – produção não nivelada à demanda do cliente, além de contribuir para a elevação dos níveis de estoques, maior tempo de processamento e conseqüentemente maiores filas, haja vista que uma tarefa individual aumentará o seu tempo de processamento proporcionalmente ao tamanho da fila de tarefas que está a sua frente.
A fabricação de lotes maiores acarreta também em minimização da flexibilidade. Este critério de desempenho, apontado por Tubino (2007) como um critério ganhador de pedido e tido como fundamental para aumento da competitividade, acaba sendo minimizado à medida que a utilização da capacidade produtiva instalada focada na fabricação de lotes maiores - típicos da produção em massa e com priorização para a minimização de setups nos equipamentos, diminui a capacidade de fabricação de itens variados e de mudanças de referências a curto prazo.
Portanto, conseqüências inconvenientes dos lotes maiores, sob o ponto de vista da mentalidade lean, consistem em: perda de flexibilidade, aumento do lead time de fabricação e entrega, incorrendo, portanto, em maior tempo de resposta ao cliente. Uma solução do ponto de vista lean consiste na minimização dos tamanhos dos lotes, o que por sua vez acarretará em menor lead time, aumento da velocidade de resposta, aumento da flexibilidade e conseqüentemente, melhor nível de atendimento de serviço ao cliente.
É óbvio que de acordo com o modelo tradicional, lotes reduzidos são responsáveis pelo aumento do número de setups, com conseqüente queda acentuada do volume de produção e aumento do custo unitário de fabricação e indicadores negativos de rendimento de máquina. Entretanto, o que a lógica enxuta prega é que grupos de trabalho compostos por funcionários devem concentrar esforços na minimização do tempo de setups, a partir da aplicação de uma técnica conhecida como Troca Rápida de Ferramentas - TRF, desenvolvida por Shingo ainda na década de setenta. A ação desta ferramenta é minimizar ao máximo o tempo de parada de máquinas para realização do setup e para tanto, busca-se fazer uma conversão do setup interno (atividades desenvolvidas enquanto a máquina está parada) em setup externo (atividades desenvolvidas quando a máquina está operando), além de propor a simplificação das atividades de setup interno que restarem ou mesmo a sua eliminação (SHINGO, 1983). Assim, vencida a barreira do tempo improdutivo de setups, passa a ser possível obter a redução do tamanho dos lotes.

1 O autor é consultor de empresas e professor universitário, coordenador de cursos de pós-graduação em Engenharia de Produção e do MBA em Lean Manufacturing e diretor da ESNT – Escola Superior de Negócios e Tecnologia

Contato: abastos@esnt.com.br  twitter: @ESNT_esnt 


Referências:
SHINGO, S. A Revolution in Manufacturing: The SMED System. Productivity Press, Cambridge, 1983.
TUBINO, D. F. Manual de planejamento e controle de produção: São Paulo, Ed. Atlas, 2007.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

MBA GESTÃO DO DESIGN DE MODA E ACESSÓRIOS

A Escola Superior de Negócios e Tecnologia - ESNT em convênio e com apoio do CIESP em Franca, oferta o Programa de Curso MBA em GESTÃO DO DESIGN DE MODA E ACESSÓRIOS, com oferta específica sob demanda para os associados CIESP e empresas conveniadas interessadas. 
As inscrições e a escolha do curso já pode ser realizada no CIESP, junto à Secretaria e informações ou dúvidas poderão ser esclarecidas com o Prof Roberto Balbino e sua equipe, no CIESP Franca.

Informações sobre o Curso

Este curso objetiva oportunizar o aprimoramento e o compartilhamento de temas relativos às diferentes etapas do desenvolvimento de um projeto de produto de confecção de moda e de acessórios, abordando aspectos do design tais como: 
  • forma;
  • função; 
  • sustentabilidade ambiental; 
  • ergonomia;
  • identidade visual; e,
  • os aspectos de inserção do produto no mercado, a partir de uma identificação adequada de tendências de moda e necessidades do mercado e do consumidor.


Estará voltado a Profissionais com formação superior completa com seguintes especialidades: 
  • Estilistas
  • Designers
  • Arquitetos
  • Artistas plásticos
  • Empresários;  e, 
  • Profissionais já atuantes no mercado de moda de confecção de roupas e calçados e de acessórios.

Da duração
O Programa contempla cursos formatados em 15 módulos a serem cursados por exigência da certificação de pós-graduação para MBA em GESTÃO DO DESIGN DE MODA E ACESSÓRIOS, e estes deverão ser ofertados no período de 18 meses subsequentes, com aulas quinzenais; exceto aos finais de semana de feriados e de acordo com os calendários de datas locais e do ano letivo no calendário acadêmico.

Inicio previsto: 1o. semestre de 2012.
Período para inscrições no processo seletivo de alunos: novembro de 2011.


Você já pode reservar a sua vaga e inscrever-se para o processo seletivo. As vagas são limitadas !

Para participar os interessados podem entrar em contato com o CIESP Franca.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

À SUA ESCOLHA

Sob a coordenação local da Menorá Educacional em colaboração com Prof. Roberto Balbino, dá-se início a Programa Educacional voltado para o Desenvolvimento e a Qualificação Profissionais visando o 'UPGRADE' da carreira dos profissionais na região e associados ao CIESP Regional Franca e celebra este convenio educacional junto ao CIESP Franca e à ESNT - Escola Superior de Negócios e Tecnologia lançando 3 Programas sob a coordenação acadêmica do Prof Dr André L.A.Bastos.

Desde já o programa disponibiliza aos profissionais e às empresas associadas módulos de extensão e pós-graduação MBA para o setor da Indústria, em Produção Enxuta e Design de Moda.

Os profissionais Associados já podem fazer a reserva de sua vaga junto ao CIESP Franca.
E se você ainda não é, associe-se! Ou, informe-se sobre as condições diferenciadas para associados CIESP e para os profissionais-candidatos aos cursos não associados.

O objetivo da parceria é oferecer programas de cursos inéditos na região, com projeto acadêmico inovadores e composto por corpo docente de profissionais especialistas, professores mestres e doutores com vasta experiencia no setor e amplo conhecimentos na área, comprovados em pesquisas e desenvolvimento de projetos afins; em Projeto pedagógico 'flexível' com módulos de Programas de Extensão disponíveis e certificação em Pós-graduação e MBA, a ser cursado de acordo com os interesses do pós-graduando e com conteúdos dirigidos; e customizado de acordo com o cenário industrial local e regional. E também, estará apta a atender sob demanda da gestão local industrial.

Escolha o seu:
MBA em LEAN MANUFACTURING
MBA em GESTÂO do DESIGN DE MODA E ACESSÓRIOS
ESPECIALIZAÇÃO em ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

Traremos novidades este ano, com a oferta de módulos e de curso focalizado no seu interesse e dentro do contexto local.  Fique de olho!