EMPRESAS
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Sem querer saber de crise,
Hering repete estratégia vitoriosa e eleva de novo seu faturamento, que segue
rumo aos R$ 2 bilhões
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A Cia. Hering parece não estar nem
aí para algumas das principais preocupações da indústria brasileira nos últimos
tempos. Pelo menos é isso que se pode imaginar
ao analisar os números da empresa em 2011 Divulgação/Cia. Hering | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Crise
internacional? Risco de desindustrialização? Queda no movimento dos
consumidores nas lojas? A Cia.
Hering parece não estar nem aí para algumas das
principais preocupações da indústria brasileira nos últimos tempos. Pelo
menos é isso que se pode imaginar ao analisar os números da empresa em
2011. A centenária têxtil blumenauense, que já se tornou um ícone nacional
do setor, contabilizou mais um ano de resultados expressivos. O faturamento
saltou de R$ 1,23 bilhão em 2010 – ano em que, pela primeira vez, superou a
barreira do bilhão – para R$ 1,64 bilhão, um crescimento de 33,4%. Com isso,
a receita da Cia. Hering aumentou em mais de 30% pelo quarto ano seguido
(veja tabela ao lado). E a julgar pelo seu apetite, o faturamento de 2012 tem
tudo para chegar na casa dos R$ 2 bilhões.
Apesar de
pressões de custos de matérias-primas como o algodão, clima mais adverso e desaceleração
do consumo ao longo do segundo semestre do último ano, a Cia. Hering
conseguiu anular os efeitos negativos com aumento de preços e mudanças na
engenharia de produtos e cadeia de suprimentos. O bom ritmo de
desempenho foi sustentado por uma combinação de crescimento de
vendas, expansão de margens e ampliação do retorno sobre o capital investido.
Mais uma vez a marca Hering foi a principal plataforma de crescimento da
empresa. Sozinha, ela faturou R$ 1,24 bilhão, soma superior à toda receita da
companhia em 2010. No último ano, a marca respondeu por 75% do total das
vendas.
Fonte:
Arquivo Noticenter
A Hering
Store, principal canal de distribuição da marca Hering, encerrou 2011 com 432
lojas. Destas, 85 foram inauguradas ao longo do ano. As lojas próprias da
empresa, no entanto, são minoria – apenas 48. A grande maioria são franquias,
que já totalizam 384. Elas estão instaladas em shoppings centers, corredores
comerciais e bairros, comercializando com exclusividade os produtos da marca,
que teve um crescimento de 31,8% nas vendas. “Esse desempenho está
relacionado à força da marca Hering que, a partir de seu posicionamento
democrático, continua a atrair públicos das mais diversas idades, regiões e
classes sociais”, destacou a administração da empresa, em mensagem publicada
no balanço das atividades.
Pelo menos
por enquanto as atenções da Cia. Hering devem mesmo ficar concentradas na
expansão da marca Hering. Estudo realizado em 2010 apontou que a Hering Store
tem potencial para atingir 604 lojas em todo o país, 172 a mais do que as
atuais 432. “O ritmo de expansão (da rede) permaneceu acelerado e deve
evoluir junto aos indicadores socioeconômicos e de penetração da marca”,
acredita a companhia.
QUARTETO DE MARCAS CRESCE DOIS DÍGITOS
Todas as
quatro marcas da Cia. Hering, que são comercializadas em lojas próprias,
redes de varejo ou ainda pelas webstores, registraram crescimento acima de
dois dígitos em 2011. Além da Hering, cujas vendas subiram 31,8%, Hering
Kids, PUC e dzarm. também tiveram aumentos expressivos. As duas primeiras,
voltadas ao público infantil, contabilizaram expansões de 41,6% e 26,3%,
respectivamente.
Ambas não
têm a mesma extensão do que a marca Hering. A Hering
Kids, por exemplo, tem apenas cinco lojas próprias – três foram inauguradas
em 2011. A empresa considerou o desempenho “muito positivo”, reforçando a
“confiança na assertividade da estratégia desenvolvida para a marca e nas
novas frentes de crescimento a explorar a partir do desenvolvimento da rede
de lojas Hering Kids”. Já a rede PUC fechou duas lojas ao longo do ano,
ficando com 76 unidades. De acordo com a Cia. Hering, isso se deve a “ajustes
necessários para adequar a rede de distribuição ao posicionamento da marca”.
Apesar disso, o resultado das próprias lojas e no canal de varejo garantiu o
crescimento da marca.
A marca
dzarm também computou bons números, apesar de os resultados da loja de
bandeira própria – apenas uma – terem sido modestos até então. O principal
canal de comercialização da dzarm são as redes de varejo multimarcas.
Fonte: Arquivo Noticenter
PARA 2012, CRESCIMENTO DEVE SER MAIS CONTIDO
Apesar dos
desafios do atual cenário econômico, a Cia. Hering acredita que terá mais um
ano de bons resultados em 2012. E como em time que está ganhando não se mexe,
a estratégia não vai mudar. Os investimentos no potencial das marcas terão
sequência, mas desta vez a Hering Kids deverá ter participação mais efetiva.
A meta da companhia é abrir 20 novas lojas da bandeira. Estudos iniciais já
indicam um potencial de 200 a 250 lojas Hering Kids em todo o país. Já a
Hering Store deve ganhar 75 novas unidades.
A dzarm.
também terá seu número de lojas próprias ampliado, além de investimentos em
marketing. Na PUC, os ajustes na rede continuarão, o que deve ocasionar no
fechamento de mais algumas operações. No varejo online, a meta é capturar o
alto potencial de crescimento deste canal. Uma nova estrutura de tecnologia,
logística e o relançamento das webstores prometem proporcionar mais agilidade
no atendimento ao cliente e uma melhor experiência de compra.
Mesmo
mantendo o atual modelo de negócios, que vem rendendo bons frutos tanto em
crescimento de vendas quanto em geração de valor, a Cia. Hering sabe que os
resultados de 2012 serão mais contidos em relação aos anos anteriores. “Em
função do estágio mais maduro de nossa estratégia e alto nível de
produtividade de nossas operações, não esperamos repetir os níveis de
crescimento de vendas e de resultados apresentados nos últimos anos”, admite
a empresa.
MERCADO EXTERNO
Desde que
mudou seu foco e decidiu apostar em franquias e lojas de varejo, e também em
função do aquecimento da economia doméstica, a Cia. Hering reduziu sua
participação no mercado internacional. Hoje as vendas da empresa em outros
países somam apenas R$ 21,3 milhões – 1,3% do faturamento total. Fora do
Brasil a companhia só não comercializa a marca Hering Kids. São 16 lojas no
exterior, espalhadas pela América Latina.
Apesar dos
obstáculos do modelo de exportação a partir do Brasil, a empresa garante que
continua buscando maneiras de explorar o potencial de suas marcas na América
do Sul. Em outubro de 2011, foi inaugurada a primeira loja franqueada no
Chile. Para 2012, os alvos de oportunidades serão principalmente Colômbia e
Peru.
Fonte:
Matéria publicada em 07/03/2012, Noticenter noticenter.com.br |
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Com o objetivo de disseminar e promover o compartilhamento de experiências, discussões e informações para o desenvolvimento e a reciclagem dos profissionais no setor da indústria, dirigido aos cenários regionais, no interior do Estado de SP, disponibilizamos este espaço e Programa Educacional.
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sexta-feira, 9 de março de 2012
CRISE INTERNACIONAL? RISCO DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO? _ EXPANSÃO DE MERCADO
Marcadores:
acessórios,
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Gestão,
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sistemas produtivos,
têxteis,
têxtil
Local:
Franca - São Paulo, Brasil
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
O TAMANHO DOS LOTES EM SISTEMAS PRODUTIVOS CONVENCIONAIS E A MENTALIDADE LEAN
O TAMANHO DOS LOTES EM SISTEMAS
PRODUTIVOS CONVENCIONAIS E A MENTALIDADE LEAN: REVENDO OS LOTES ECONÔMICOS
Por: André Luís Almeida Bastos1
Nos últimos
anos, as indústrias brasileiras têm se deparado com um novo paradigma de
organização da produção, o qual confronta acentuadamente com o modelo
tradicional que rege a gestão da maioria dos sistemas produtivos. Este novo
paradigma, denominado lean manufacturing
ou produção enxuta, baseia-se em conceitos já bastante conhecidos como: just in time, células de produção,
polivalência, estoque zero, produção puxada, lote unitário, parcerias com
fornecedores entre outros. Muitas indústrias ao redor do mundo têm agora, de
fato, experimentado a aplicação destes conceitos em detrimento dos paradigmas tradicionais,
especialmente caracterizadas por grandes volumes de estoques, filas, altos lead times, os quais contribuem
acentuadamente para o baixo desempenho das atividades do sistema produtivo.
Na lógica
tradicional baseada no princípio de ”empurrar a produção”, as operações são
disparadas pela disponibilidade de material a processar. Assim, após a primeira
operação, o lote é empurrado para a operação seguinte e o lote espera sua vez
de encabeçar a fila de lotes a serem processados, conforme o nível de prioridade.
Na lógica enxuta, a qual baseia-se no princípio de “puxar a produção”, uma
operação só é disparada se o material por ela produzido é requerido pela
operação subseqüente do processo, minimizando, dessa forma, o tempo de espera
em filas e, conseqüentemente reduzindo o lead time de fabricação do lote e
tempo de entrega ao cliente.
Uma premissa
básica dos sistemas produtivos convencionais, associada ao tamanho dos lotes,
consiste na fabricação de lotes maiores, os chamados lotes econômicos, de forma
a obter uma economia de escala e minimização do custo unitário de fabricação.
Um argumento comumente utilizado nas indústrias para justificar tal prática
repousa na minimização da freqüência de setups, especialmente se os mesmos
demandam grande soma de tempo para a realização. Assim a redução da freqüência
de setups pela programação de lotes maiores no equipamento reduz o tempo
improdutivo com máquinas paradas para trocas. Entretanto, observa-se que na
prática, a fabricação de lotes ditos econômicos pode incorrer em um volume
produzido superior ao volume necessário para atender aos pedidos – produção não
nivelada à demanda do cliente, além de contribuir para a elevação dos níveis de
estoques, maior tempo de processamento e conseqüentemente maiores filas, haja vista
que uma tarefa individual aumentará o seu tempo de processamento
proporcionalmente ao tamanho da fila de tarefas que está a sua frente.
A fabricação
de lotes maiores acarreta também em minimização da flexibilidade. Este critério
de desempenho, apontado por Tubino (2007) como um critério ganhador de pedido e
tido como fundamental para aumento da competitividade, acaba sendo minimizado à
medida que a utilização da capacidade produtiva instalada focada na fabricação
de lotes maiores - típicos da produção em massa e com priorização para a
minimização de setups nos equipamentos, diminui a capacidade de
fabricação de itens variados e de mudanças de referências a curto prazo.
Portanto,
conseqüências inconvenientes dos lotes maiores, sob o ponto de vista da mentalidade
lean, consistem em: perda de flexibilidade, aumento do lead time de
fabricação e entrega, incorrendo, portanto, em maior tempo de resposta ao
cliente. Uma solução do ponto de vista lean consiste na minimização dos
tamanhos dos lotes, o que por sua vez acarretará em menor lead time,
aumento da velocidade de resposta, aumento da flexibilidade e conseqüentemente,
melhor nível de atendimento de serviço ao cliente.
É óbvio que
de acordo com o modelo tradicional, lotes reduzidos são responsáveis pelo
aumento do número de setups, com conseqüente queda acentuada do volume
de produção e aumento do custo unitário de fabricação e indicadores negativos
de rendimento de máquina. Entretanto, o que a lógica enxuta prega é que grupos
de trabalho compostos por funcionários devem concentrar esforços na minimização
do tempo de setups, a partir da aplicação de uma técnica conhecida como
Troca Rápida de Ferramentas - TRF, desenvolvida por Shingo ainda na década de
setenta. A ação desta ferramenta é minimizar ao máximo o tempo de parada de
máquinas para realização do setup e para tanto, busca-se fazer uma
conversão do setup interno (atividades desenvolvidas enquanto a máquina
está parada) em setup externo (atividades desenvolvidas quando a máquina
está operando), além de propor a simplificação das atividades de setup interno
que restarem ou mesmo a sua eliminação (SHINGO, 1983). Assim, vencida a
barreira do tempo improdutivo de setups, passa a ser possível obter a
redução do tamanho dos lotes.
1
O autor é consultor de empresas e
professor universitário, coordenador de cursos de pós-graduação em Engenharia
de Produção e do MBA em Lean Manufacturing e diretor da ESNT – Escola Superior
de Negócios e Tecnologia
Contato:
abastos@esnt.com.br twitter: @ESNT_esnt
Referências:
SHINGO,
S. A
Revolution in Manufacturing: The
SMED System. Productivity Press,
Cambridge, 1983.
TUBINO, D. F. Manual de planejamento e controle de produção: São Paulo, Ed.
Atlas, 2007.
Marcadores:
engenharia,
felxibilidade,
Gestão,
indústria,
Industria.,
Inscrições,
Lean,
lean manufacturing,
manufacturing,
pesquisa,
pós-graduação,
produção,
programa,
qualidade,
sistemas produtivos
Local:
Franca - São Paulo, Brasil
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O PARADIGMA TRADICIONAL DE GESTÃO DA PRODUÇÃO E O LEAN MANUFACTURING
A BUSCA DA EFICIÊNCIA NOS SISTEMAS
PRODUTIVOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O PARADIGMA TRADICIONAL DE GESTÃO DA PRODUÇÃO
E O LEAN MANUFACTURING
Por: André Luís Almeida Bastos1
O termo lean, em português traduzido como
enxuto, é um termo utilizado a partir dos anos 80 pelos pesquisadores Womak e
Jones, do Massachusetts Institute of Technology – MIT e está associado ao
sistema de produção eficiente, flexível, ágil e focado na agregação de valor ao
cliente. Este é um termo genérico usado
para definir o sistema de manufatura da Toyota, denominado Sistema Toyota de
Produção – STP, o qual foi estruturado por Taiichi Ohno, vice-presidente da
companhia na época. Womack e Jones (2004) apontam as principais características
do sistema de produção enxuto:
-
Possui enfoque no
fluxo de produção em pequenos lotes, segundo a filosofia just-in-time e um nível reduzido de estoques;
-
Envolve ações de
prevenção de defeitos em vez da correção;
-
Trabalha com
produção puxada em vez da produção empurrada baseada em previsões de demanda;
-
É flexível, sendo
organizada através de times de trabalho formados por mão-de-obra polivalente;
-
Pratica um
envolvimento ativo na solução das causas de problemas com vistas à maximização
da agregação de valor ao produto final;
-
Trabalha com um
relacionamento de parceria intensivo desde o primeiro fornecedor até o cliente
final.
Um problema
existente na lógica tradicional dos sistemas produtivos decorre da busca da
eficiência de forma isolada das partes que compõem toda a cadeia. Nestes
sistemas predominam uma preocupação com o maior rendimento das partes isoladas
do sistema, sem levar em consideração todo o sistema (JONES et al., 1997).
No dia-a-dia
das empresas, observa-se uma tendência para a aquisição e emprego de máquinas
de maior rendimento individual, busca de melhores tempos de produção e a
fabricação de lotes maiores em cada um destes recursos, o que, em geral,
acarretam em maiores estoques entre os recursos produtivos, devido ao
desbalanceamento entre eles.
É plenamente
possível visualizar que uma conseqüência dessa mentalidade no emprego de
equipamentos com maiores rendimentos individuais, sem levar em consideração
todo o sistema produtivo, consiste em maiores lead times dos lotes
produzidos, devido às filas geradas, contribuindo para a descontinuidade do
fluxo produtivo e no baixo nível de serviço pela demora para atendimento ao
cliente.
Os
princípios de produção relacionados ao Lean Manufacturing priorizam a
otimização em toda a cadeia produtiva e não em etapas isoladas, utilizando-se
para tanto do balanceamento de lotes menores em todos os recursos em função da
demanda. O objetivo consiste em privilegiar a continuidade do fluxo produtivo e
o aumento da velocidade de resposta ao cliente, pela minimização do lead
time de fabricação.
Dessa forma,
observa-se que a busca pelo maior rendimento dos recursos em centros produtivos
isolados, utilizando-se de maiores capacidades de produção nestes centros,
acabam gerando maior impedimento ao alcance dos objetivos da eficiência no
paradigma lean, pelo fato de gerar maiores tempos de espera em etapas posteriores
e um lead time total maior, além de se ter lotes maiores e menor flexibilidade.
Dessa forma, definitivamente, a entrega ao cliente fica prejudicada...
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O autor é consultor de empresas e
professor universitário, coordenador de cursos de pós-graduação em Engenharia
de Produção e do MBA em Lean Manufacturing e diretor da ESNT – Escola Superior
de Negócios e Tecnologia
Contato:
abastos@esnt.com.br twitter: @ESNT_esnt
Referências:
JONES, D. T. Lean
logistics. International Journal of Physical Distribution & Logistics
Management - MCB University Press, Vol. 27 No. 3/4, pp. 153-173., 1997
WOMACK, J; JONES, D. A Mentalidade Enxuta nas
Empresas: elimine o desperdício e crie riquezas. 5 ed. Rio de Janeiro:
Campus, 2004.
Marcadores:
design,
Gestão,
industria,
indústria,
Industria.,
lead time,
Lean,
lean manufacturing,
logística,
manufacturing,
produção,
qualidade
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