EMPRESAS
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Sem querer saber de crise,
Hering repete estratégia vitoriosa e eleva de novo seu faturamento, que segue
rumo aos R$ 2 bilhões
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A Cia. Hering parece não estar nem
aí para algumas das principais preocupações da indústria brasileira nos últimos
tempos. Pelo menos é isso que se pode imaginar
ao analisar os números da empresa em 2011 Divulgação/Cia. Hering | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Crise
internacional? Risco de desindustrialização? Queda no movimento dos
consumidores nas lojas? A Cia.
Hering parece não estar nem aí para algumas das
principais preocupações da indústria brasileira nos últimos tempos. Pelo
menos é isso que se pode imaginar ao analisar os números da empresa em
2011. A centenária têxtil blumenauense, que já se tornou um ícone nacional
do setor, contabilizou mais um ano de resultados expressivos. O faturamento
saltou de R$ 1,23 bilhão em 2010 – ano em que, pela primeira vez, superou a
barreira do bilhão – para R$ 1,64 bilhão, um crescimento de 33,4%. Com isso,
a receita da Cia. Hering aumentou em mais de 30% pelo quarto ano seguido
(veja tabela ao lado). E a julgar pelo seu apetite, o faturamento de 2012 tem
tudo para chegar na casa dos R$ 2 bilhões.
Apesar de
pressões de custos de matérias-primas como o algodão, clima mais adverso e desaceleração
do consumo ao longo do segundo semestre do último ano, a Cia. Hering
conseguiu anular os efeitos negativos com aumento de preços e mudanças na
engenharia de produtos e cadeia de suprimentos. O bom ritmo de
desempenho foi sustentado por uma combinação de crescimento de
vendas, expansão de margens e ampliação do retorno sobre o capital investido.
Mais uma vez a marca Hering foi a principal plataforma de crescimento da
empresa. Sozinha, ela faturou R$ 1,24 bilhão, soma superior à toda receita da
companhia em 2010. No último ano, a marca respondeu por 75% do total das
vendas.
Fonte:
Arquivo Noticenter
A Hering
Store, principal canal de distribuição da marca Hering, encerrou 2011 com 432
lojas. Destas, 85 foram inauguradas ao longo do ano. As lojas próprias da
empresa, no entanto, são minoria – apenas 48. A grande maioria são franquias,
que já totalizam 384. Elas estão instaladas em shoppings centers, corredores
comerciais e bairros, comercializando com exclusividade os produtos da marca,
que teve um crescimento de 31,8% nas vendas. “Esse desempenho está
relacionado à força da marca Hering que, a partir de seu posicionamento
democrático, continua a atrair públicos das mais diversas idades, regiões e
classes sociais”, destacou a administração da empresa, em mensagem publicada
no balanço das atividades.
Pelo menos
por enquanto as atenções da Cia. Hering devem mesmo ficar concentradas na
expansão da marca Hering. Estudo realizado em 2010 apontou que a Hering Store
tem potencial para atingir 604 lojas em todo o país, 172 a mais do que as
atuais 432. “O ritmo de expansão (da rede) permaneceu acelerado e deve
evoluir junto aos indicadores socioeconômicos e de penetração da marca”,
acredita a companhia.
QUARTETO DE MARCAS CRESCE DOIS DÍGITOS
Todas as
quatro marcas da Cia. Hering, que são comercializadas em lojas próprias,
redes de varejo ou ainda pelas webstores, registraram crescimento acima de
dois dígitos em 2011. Além da Hering, cujas vendas subiram 31,8%, Hering
Kids, PUC e dzarm. também tiveram aumentos expressivos. As duas primeiras,
voltadas ao público infantil, contabilizaram expansões de 41,6% e 26,3%,
respectivamente.
Ambas não
têm a mesma extensão do que a marca Hering. A Hering
Kids, por exemplo, tem apenas cinco lojas próprias – três foram inauguradas
em 2011. A empresa considerou o desempenho “muito positivo”, reforçando a
“confiança na assertividade da estratégia desenvolvida para a marca e nas
novas frentes de crescimento a explorar a partir do desenvolvimento da rede
de lojas Hering Kids”. Já a rede PUC fechou duas lojas ao longo do ano,
ficando com 76 unidades. De acordo com a Cia. Hering, isso se deve a “ajustes
necessários para adequar a rede de distribuição ao posicionamento da marca”.
Apesar disso, o resultado das próprias lojas e no canal de varejo garantiu o
crescimento da marca.
A marca
dzarm também computou bons números, apesar de os resultados da loja de
bandeira própria – apenas uma – terem sido modestos até então. O principal
canal de comercialização da dzarm são as redes de varejo multimarcas.
Fonte: Arquivo Noticenter
PARA 2012, CRESCIMENTO DEVE SER MAIS CONTIDO
Apesar dos
desafios do atual cenário econômico, a Cia. Hering acredita que terá mais um
ano de bons resultados em 2012. E como em time que está ganhando não se mexe,
a estratégia não vai mudar. Os investimentos no potencial das marcas terão
sequência, mas desta vez a Hering Kids deverá ter participação mais efetiva.
A meta da companhia é abrir 20 novas lojas da bandeira. Estudos iniciais já
indicam um potencial de 200 a 250 lojas Hering Kids em todo o país. Já a
Hering Store deve ganhar 75 novas unidades.
A dzarm.
também terá seu número de lojas próprias ampliado, além de investimentos em
marketing. Na PUC, os ajustes na rede continuarão, o que deve ocasionar no
fechamento de mais algumas operações. No varejo online, a meta é capturar o
alto potencial de crescimento deste canal. Uma nova estrutura de tecnologia,
logística e o relançamento das webstores prometem proporcionar mais agilidade
no atendimento ao cliente e uma melhor experiência de compra.
Mesmo
mantendo o atual modelo de negócios, que vem rendendo bons frutos tanto em
crescimento de vendas quanto em geração de valor, a Cia. Hering sabe que os
resultados de 2012 serão mais contidos em relação aos anos anteriores. “Em
função do estágio mais maduro de nossa estratégia e alto nível de
produtividade de nossas operações, não esperamos repetir os níveis de
crescimento de vendas e de resultados apresentados nos últimos anos”, admite
a empresa.
MERCADO EXTERNO
Desde que
mudou seu foco e decidiu apostar em franquias e lojas de varejo, e também em
função do aquecimento da economia doméstica, a Cia. Hering reduziu sua
participação no mercado internacional. Hoje as vendas da empresa em outros
países somam apenas R$ 21,3 milhões – 1,3% do faturamento total. Fora do
Brasil a companhia só não comercializa a marca Hering Kids. São 16 lojas no
exterior, espalhadas pela América Latina.
Apesar dos
obstáculos do modelo de exportação a partir do Brasil, a empresa garante que
continua buscando maneiras de explorar o potencial de suas marcas na América
do Sul. Em outubro de 2011, foi inaugurada a primeira loja franqueada no
Chile. Para 2012, os alvos de oportunidades serão principalmente Colômbia e
Peru.
Fonte:
Matéria publicada em 07/03/2012, Noticenter noticenter.com.br |
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Com o objetivo de disseminar e promover o compartilhamento de experiências, discussões e informações para o desenvolvimento e a reciclagem dos profissionais no setor da indústria, dirigido aos cenários regionais, no interior do Estado de SP, disponibilizamos este espaço e Programa Educacional.
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sexta-feira, 9 de março de 2012
CRISE INTERNACIONAL? RISCO DE DESINDUSTRIALIZAÇÃO? _ EXPANSÃO DE MERCADO
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
RELACIONAMENTO COM FORNECEDORES E
SISTEMA DE PRODUÇÃO LEAN: ROMPENDO COM VELHOS PARADIGMAS
Por: André Luís Almeida Bastos1
As
organizações têm vivido um novo paradigma de satisfazer rapidamente às
exigências do cliente (velocidade), obedecendo também ao critério
flexibilidade. Assim, estes novos imperativos para a competitividade
impulsionam as organizações a entregarem produtos e serviços de forma rápida e
associada à capacidade de oferecer diversidade de itens. Há de se concordar que,
de acordo com os leiautes departamentais tradicionais associados às práticas de
demorados setups, grandes lotes de
fabricação e critérios não claros na priorização de seqüenciamento de lotes na
fabricação e entrega, estes novos imperativos enfrentam sérias restrições
práticas para serem levados a efeito. Assim, para enfrentar a estes desafios,
as empresas estão recorrendo à aplicação da mentalidade lean, visando sobretudo, respostas adequadas à demanda, de modo
diferente aos antigos paradigmas de produção em massa.
Na lógica
tradicional dos sistemas produtivos, observa-se com freqüência conflitos com
fornecedores de matérias-primas e insumos, gerados por atrasos nas entregas, entregas de
itens de segunda qualidade, erros na documentação, entre outros, os quais, por
sua vez, ocasionam perdas de tempo, retrabalhos e relações não-amigáveis entre
clientes e fornecedores, comprometendo seriamente a constituição de uma cadeia.
A existência
de uma política de aquisição de matérias-primas e produtos acabados em volumes
maiores acaba sendo uma decisão que possibilita a minimização da
descontinuidade do fluxo de produção ou entrega aos clientes em sistemas
produtivos convencionais, haja vista: a possibilidade de ganho de escala
(devido ao aumento do poder de barganha), a falta de pontualidade na entrega, a
possibilidade de recebimento de itens de segunda qualidade, entre outros.
Entretanto, deve-se considerar que tal estratégia de aquisição de volumes
maiores também implica em descapitalização de recursos financeiros, o qual
poderia ser postergado ou realizado quando do efetivo processamento da
matéria-prima ou venda produto.
A parceria,
baseada na relação ganha-ganha, é o princípio utilizado que rege a relação
entre fornecedores e clientes na lógica enxuta e, nestes casos, as partes
envolvidas trabalham juntas para eliminar problemas que acarretam prejuízos
(Figueiredo, 2006). De acordo com este princípio, denominado por Schonberger
(1993) como JIT externo, busca-se trabalhar com poucos mas, com elevado nível
de qualificação de fornecedores que por sua vez são incumbidos de manter uma
relação de elevado nível de atendimento, especialmente quanto aos critérios
pontualidade e qualidade da entrega, mantendo uma relação de mútua confiança.
Tubino (1999) já apontava para que a cadeia logística seja eficiente, três
fatores seriam importantes: desenvolver fornecedores confiáveis, diminuir a
base de fornecedores, para preferencialmente um, e promover a integração da
produção do cliente com a dos fornecedores.
Neste
sentido, os benefícios para a empresa desse modelo de relação com fornecedores
é que as entregas dos itens passam a ocorrer de forma mais freqüente e pontual
e em lotes menores, acarretando em menor estoque na planta dos clientes,
minimização da incidência de atrasos de entrega do produto final por falta de
material, minimização da necessidade de áreas destinadas ao armazenamento do
material e dos eventuais desperdícios com materiais que tornam-se obsoletos.
1
O autor é consultor de empresas e
professor universitário, coordenador de cursos de pós-graduação em Engenharia
de Produção e do MBA em Lean Manufacturing e diretor da ESNT – Escola Superior
de Negócios e Tecnologia
Contato:
abastos@esnt.com.br twitter: @ESNT_esnt
Referências:
FIGUEIREDO, K.
F. A logística enxuta. Revista
tecnologística, São Paulo, V.12, n.131, p.59-63, out/2006.
SCHONBERGER, R. Técnicas industriais
japonesas: nove lições ocultas
sobre a simplicidade. 4ª ed. São Paulo: Pioneira, 1993.
TUBINO, D. F. Sistemas de produção: a produtividade no chão de fábrica. Porto
Alegre: Bookman,1999.
Marcadores:
engenharia,
Gestão,
Lean,
lean manufacturing,
logística,
manufacturing,
MBA,
paradigma,
paradigmas,
pós,
pós-graduação,
produção,
qualificação,
sistemas produtivos
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Franca - São Paulo, Brasil
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
O TAMANHO DOS LOTES EM SISTEMAS PRODUTIVOS CONVENCIONAIS E A MENTALIDADE LEAN
O TAMANHO DOS LOTES EM SISTEMAS
PRODUTIVOS CONVENCIONAIS E A MENTALIDADE LEAN: REVENDO OS LOTES ECONÔMICOS
Por: André Luís Almeida Bastos1
Nos últimos
anos, as indústrias brasileiras têm se deparado com um novo paradigma de
organização da produção, o qual confronta acentuadamente com o modelo
tradicional que rege a gestão da maioria dos sistemas produtivos. Este novo
paradigma, denominado lean manufacturing
ou produção enxuta, baseia-se em conceitos já bastante conhecidos como: just in time, células de produção,
polivalência, estoque zero, produção puxada, lote unitário, parcerias com
fornecedores entre outros. Muitas indústrias ao redor do mundo têm agora, de
fato, experimentado a aplicação destes conceitos em detrimento dos paradigmas tradicionais,
especialmente caracterizadas por grandes volumes de estoques, filas, altos lead times, os quais contribuem
acentuadamente para o baixo desempenho das atividades do sistema produtivo.
Na lógica
tradicional baseada no princípio de ”empurrar a produção”, as operações são
disparadas pela disponibilidade de material a processar. Assim, após a primeira
operação, o lote é empurrado para a operação seguinte e o lote espera sua vez
de encabeçar a fila de lotes a serem processados, conforme o nível de prioridade.
Na lógica enxuta, a qual baseia-se no princípio de “puxar a produção”, uma
operação só é disparada se o material por ela produzido é requerido pela
operação subseqüente do processo, minimizando, dessa forma, o tempo de espera
em filas e, conseqüentemente reduzindo o lead time de fabricação do lote e
tempo de entrega ao cliente.
Uma premissa
básica dos sistemas produtivos convencionais, associada ao tamanho dos lotes,
consiste na fabricação de lotes maiores, os chamados lotes econômicos, de forma
a obter uma economia de escala e minimização do custo unitário de fabricação.
Um argumento comumente utilizado nas indústrias para justificar tal prática
repousa na minimização da freqüência de setups, especialmente se os mesmos
demandam grande soma de tempo para a realização. Assim a redução da freqüência
de setups pela programação de lotes maiores no equipamento reduz o tempo
improdutivo com máquinas paradas para trocas. Entretanto, observa-se que na
prática, a fabricação de lotes ditos econômicos pode incorrer em um volume
produzido superior ao volume necessário para atender aos pedidos – produção não
nivelada à demanda do cliente, além de contribuir para a elevação dos níveis de
estoques, maior tempo de processamento e conseqüentemente maiores filas, haja vista
que uma tarefa individual aumentará o seu tempo de processamento
proporcionalmente ao tamanho da fila de tarefas que está a sua frente.
A fabricação
de lotes maiores acarreta também em minimização da flexibilidade. Este critério
de desempenho, apontado por Tubino (2007) como um critério ganhador de pedido e
tido como fundamental para aumento da competitividade, acaba sendo minimizado à
medida que a utilização da capacidade produtiva instalada focada na fabricação
de lotes maiores - típicos da produção em massa e com priorização para a
minimização de setups nos equipamentos, diminui a capacidade de
fabricação de itens variados e de mudanças de referências a curto prazo.
Portanto,
conseqüências inconvenientes dos lotes maiores, sob o ponto de vista da mentalidade
lean, consistem em: perda de flexibilidade, aumento do lead time de
fabricação e entrega, incorrendo, portanto, em maior tempo de resposta ao
cliente. Uma solução do ponto de vista lean consiste na minimização dos
tamanhos dos lotes, o que por sua vez acarretará em menor lead time,
aumento da velocidade de resposta, aumento da flexibilidade e conseqüentemente,
melhor nível de atendimento de serviço ao cliente.
É óbvio que
de acordo com o modelo tradicional, lotes reduzidos são responsáveis pelo
aumento do número de setups, com conseqüente queda acentuada do volume
de produção e aumento do custo unitário de fabricação e indicadores negativos
de rendimento de máquina. Entretanto, o que a lógica enxuta prega é que grupos
de trabalho compostos por funcionários devem concentrar esforços na minimização
do tempo de setups, a partir da aplicação de uma técnica conhecida como
Troca Rápida de Ferramentas - TRF, desenvolvida por Shingo ainda na década de
setenta. A ação desta ferramenta é minimizar ao máximo o tempo de parada de
máquinas para realização do setup e para tanto, busca-se fazer uma
conversão do setup interno (atividades desenvolvidas enquanto a máquina
está parada) em setup externo (atividades desenvolvidas quando a máquina
está operando), além de propor a simplificação das atividades de setup interno
que restarem ou mesmo a sua eliminação (SHINGO, 1983). Assim, vencida a
barreira do tempo improdutivo de setups, passa a ser possível obter a
redução do tamanho dos lotes.
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O autor é consultor de empresas e
professor universitário, coordenador de cursos de pós-graduação em Engenharia
de Produção e do MBA em Lean Manufacturing e diretor da ESNT – Escola Superior
de Negócios e Tecnologia
Contato:
abastos@esnt.com.br twitter: @ESNT_esnt
Referências:
SHINGO,
S. A
Revolution in Manufacturing: The
SMED System. Productivity Press,
Cambridge, 1983.
TUBINO, D. F. Manual de planejamento e controle de produção: São Paulo, Ed.
Atlas, 2007.
Marcadores:
engenharia,
felxibilidade,
Gestão,
indústria,
Industria.,
Inscrições,
Lean,
lean manufacturing,
manufacturing,
pesquisa,
pós-graduação,
produção,
programa,
qualidade,
sistemas produtivos
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Franca - São Paulo, Brasil
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
O PROBLEMA DOS ESTOQUES NOS SISTEMAS PRODUTIVOS CONVENCIONAIS E A MENTALIDADE LEAN
O PROBLEMA DOS ESTOQUES NOS SISTEMAS
PRODUTIVOS CONVENCIONAIS E A MENTALIDADE LEAN: FOCO NA ELIMINAÇÃO DAS
INEFICIÊNCIAS
Por: André Luís Almeida Bastos1
O lean
manufacturing significa manufatura enxuta e consiste numa filosofia
originada no Sistema Toyota de Produção e que tem sido aplicada em diversos
tipos de sistemas produtivos, em todo o mundo, como uma estratégia operacional
visando o incremento dos níveis de qualidade dos produtos, da produtividade e,
conseqüente, da competitividade, por meio de criação de fluxos contínuos. Para Womack e Jones (2004), os primeiros
estudiosos do tema, o propósito da filosofia lean manufacturing consiste na eliminação de todo e qualquer
desperdício, ou seja, tudo o que não agrega valor ao produto e que impede as
melhorias incrementais de processo. Com a eliminaçao destes desperdícios, há
uma melhoria no fluxo dos processos e no trabalho dos colaboradores, reduzindo,
dessa forma, o lead time produtivo, e tornando a empresa mais flexível para
atendimento do seu mercado.
Shigeo Shingo
(8/01/1909 – 14/11/1990), um dos maiores gênios no campo de estudo da Engenharia
de Produção, já apontava para os sete desperdícios mais comuns nas empresas:
superprodução, defeitos de qualidade, processamento inapropriado, esperas, estoques
desnecessários, transporte excessivo e movimentação desnecessária (SHINGO, 1996;
OHNO, 1997). Entretanto, estes tipos de desperdícios podem ser eliminados ou minimizados
se os conceitos lean forem
adequadamente implementados dentro dos fluxos de valor porta-a-porta, dentro da
fábrica.
Ao contrário
da cadeia de suprimentos de sistemas produtivos convencionais, a qual pode
contar com excesso de estoques e que, por conseqüência, convive com
ineficiências escondidas, a idéia contida na mentalidade Lean consiste em
maximizar o fluxo de valor, reduzir desperdícios e perdas, reduzir os tempos de
entrega, reduzir estoques, dispor de maior flexibilidade e melhorar o nível de
serviço ao cliente, sem impacto nos custos. Este pensamento é capaz de
subsidiar um diferencial logístico para o incremento da competitividade,
baseado em um serviço de qualidade, menor custo, a partir da flexibilidade e
agilidade (BOWERSOX et al., 2002).
Tradicionalmente,
a existência dos estoques nos sistemas produtivos convencionais está associada
à necessidade de evitar descontinuidades no processo produtivo que sejam
decorrentes de algumas ineficiências tais como:
a) problemas
de qualidade ao longo do processo: neste caso, o estoque, denominado pulmão,
impediria a interrupção de materiais nas etapas produtivas;
b)
alterações no seqüenciamento de ordens de produção, bem como maximização do
tamanho do lote, visando minimizar horas improdutivas com setups;
c) problemas
no fornecimento de materiais, especialmente quando não se possui uma relação de
parceria com fornecedores de forma a garantir pontualidade e qualidade dos
itens entregues;
d)
programação e fabricação de lotes maiores de forma a minimizar o custo unitário
de fabricação.
Dessa forma,
o principal argumento que embasa o pensamento lean consiste no fato de
que o nível de estoque acaba por esconder as ineficiências do processo. O fato
é que, no sistema produtivo tradicional, as ineficiências, como as citadas
acima, são encobertas pelo nível de estoque e à medida que se reduz este nível,
tais ineficiências são evidenciadas. Tal princípio, já amplamente discutido nas
bibliografias, é utilizado pela lógica enxuta de forma a minimizar os estoques,
a partir de uma atuação para eliminação das causas dos problemas que estão
visíveis e que, dessa forma, são alvos de ações no sentido de eliminá-las.
Há que se
ressaltar dois aspectos típicos do pensamento lean na aplicação deste
princípio: o primeiro é que as pessoas diretamente envolvidas com os problemas
nas empresas são convidadas a atuarem nos grupos de trabalho, através dos
Kaizens, utilizando-se, em geral, das técnicas de solução de problemas
conhecidas como MASP – Metodologia de Análise e Solução de Problemas. Neste
caso, percebe-se um maior envolvimento e motivação das pessoas, características
do ambiente da Qualidade Total, onde se utiliza o potencial intelectual dos
funcionários, eventualmente subestimado no sistema produtivo convencional. O
segundo aspecto é que os problemas devem ser tratados de forma sistemática para
que se obtenha efetividade nos efeitos das ações sobre as verdadeiras causas e
assim, ao eliminar ou minimizar as causas dos problemas, pode-se minimizar
ainda mais o nível dos estoques, quando então novos problemas antes encobertos,
são evidenciados, o que caracteriza o princípio da Melhoria Contínua.
Em suma, os
estoques são artifícios utilizados para impedir as descontinuidades nos
sistemas produtivos convencionais. Tais descontinuidades são causadas por uma
diversidade de ineficiências que tais empresas acabam convivendo. Entretanto, a
mentalidade Lean visa atuar de forma sistemática nas causas geradoras de tais
ineficiências, visando a manutenção de um fluxo contínuo, sem as inconveniências
dos elevados níveis de estoque.
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O autor é consultor de empresas e
professor universitário, coordenador de cursos de pós-graduação em Engenharia
de Produção e do MBA em Lean Manufacturing e diretor da ESNT – Escola Superior
de Negócios e Tecnologia
Contato:
abastos@esnt.com.br twitter: @ESNT_esnt
Referências:
BOWERSOX,
D. J; CLOSS, D. J.; COOPER, M. B. Supply
chain logistics management. New York.
McGraw-Hill/Irwin. 2002.
OHNO, T. O sistema toyota de produção
além da produção em larga escala , Trad. Cristina Schumacher,
Artes Médicas, Porto Alegre, 1997.
SHINGO, S. O sistema toyota de produção - do ponto de vista da engenharia de
produção. Porto Alegre, Bookman, 1996.
WOMACK, J; JONES, D. A Mentalidade Enxuta nas
Empresas: elimine o desperdício e crie riquezas. 5 ed. Rio de Janeiro: Campus,
2004.
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cadeia de suprimentos,
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Lean,
lean manufacturing,
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manufacturing,
MBA,
pesquisa,
pós,
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qualificação
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Franca - São Paulo, Brasil
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
O PARADIGMA TRADICIONAL DE GESTÃO DA PRODUÇÃO E O LEAN MANUFACTURING
A BUSCA DA EFICIÊNCIA NOS SISTEMAS
PRODUTIVOS: UMA COMPARAÇÃO ENTRE O PARADIGMA TRADICIONAL DE GESTÃO DA PRODUÇÃO
E O LEAN MANUFACTURING
Por: André Luís Almeida Bastos1
O termo lean, em português traduzido como
enxuto, é um termo utilizado a partir dos anos 80 pelos pesquisadores Womak e
Jones, do Massachusetts Institute of Technology – MIT e está associado ao
sistema de produção eficiente, flexível, ágil e focado na agregação de valor ao
cliente. Este é um termo genérico usado
para definir o sistema de manufatura da Toyota, denominado Sistema Toyota de
Produção – STP, o qual foi estruturado por Taiichi Ohno, vice-presidente da
companhia na época. Womack e Jones (2004) apontam as principais características
do sistema de produção enxuto:
-
Possui enfoque no
fluxo de produção em pequenos lotes, segundo a filosofia just-in-time e um nível reduzido de estoques;
-
Envolve ações de
prevenção de defeitos em vez da correção;
-
Trabalha com
produção puxada em vez da produção empurrada baseada em previsões de demanda;
-
É flexível, sendo
organizada através de times de trabalho formados por mão-de-obra polivalente;
-
Pratica um
envolvimento ativo na solução das causas de problemas com vistas à maximização
da agregação de valor ao produto final;
-
Trabalha com um
relacionamento de parceria intensivo desde o primeiro fornecedor até o cliente
final.
Um problema
existente na lógica tradicional dos sistemas produtivos decorre da busca da
eficiência de forma isolada das partes que compõem toda a cadeia. Nestes
sistemas predominam uma preocupação com o maior rendimento das partes isoladas
do sistema, sem levar em consideração todo o sistema (JONES et al., 1997).
No dia-a-dia
das empresas, observa-se uma tendência para a aquisição e emprego de máquinas
de maior rendimento individual, busca de melhores tempos de produção e a
fabricação de lotes maiores em cada um destes recursos, o que, em geral,
acarretam em maiores estoques entre os recursos produtivos, devido ao
desbalanceamento entre eles.
É plenamente
possível visualizar que uma conseqüência dessa mentalidade no emprego de
equipamentos com maiores rendimentos individuais, sem levar em consideração
todo o sistema produtivo, consiste em maiores lead times dos lotes
produzidos, devido às filas geradas, contribuindo para a descontinuidade do
fluxo produtivo e no baixo nível de serviço pela demora para atendimento ao
cliente.
Os
princípios de produção relacionados ao Lean Manufacturing priorizam a
otimização em toda a cadeia produtiva e não em etapas isoladas, utilizando-se
para tanto do balanceamento de lotes menores em todos os recursos em função da
demanda. O objetivo consiste em privilegiar a continuidade do fluxo produtivo e
o aumento da velocidade de resposta ao cliente, pela minimização do lead
time de fabricação.
Dessa forma,
observa-se que a busca pelo maior rendimento dos recursos em centros produtivos
isolados, utilizando-se de maiores capacidades de produção nestes centros,
acabam gerando maior impedimento ao alcance dos objetivos da eficiência no
paradigma lean, pelo fato de gerar maiores tempos de espera em etapas posteriores
e um lead time total maior, além de se ter lotes maiores e menor flexibilidade.
Dessa forma, definitivamente, a entrega ao cliente fica prejudicada...
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O autor é consultor de empresas e
professor universitário, coordenador de cursos de pós-graduação em Engenharia
de Produção e do MBA em Lean Manufacturing e diretor da ESNT – Escola Superior
de Negócios e Tecnologia
Contato:
abastos@esnt.com.br twitter: @ESNT_esnt
Referências:
JONES, D. T. Lean
logistics. International Journal of Physical Distribution & Logistics
Management - MCB University Press, Vol. 27 No. 3/4, pp. 153-173., 1997
WOMACK, J; JONES, D. A Mentalidade Enxuta nas
Empresas: elimine o desperdício e crie riquezas. 5 ed. Rio de Janeiro:
Campus, 2004.
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design,
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lean manufacturing,
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RELAÇÕES DE PARCERIA NAS CADEIAS DE SUPRIMENTOS DAS EMPRESAS
Leia o Artigo na íntegra.
ARTIGO
RELAÇÕES DE PARCERIA NAS CADEIAS DE SUPRIMENTOS DAS EMPRESAS DO SETOR METAL-MECÂNICO DO VALE DO ITAJAÍ
por André Luís Almeida Bastos*
ARTIGO
RELAÇÕES DE PARCERIA NAS CADEIAS DE SUPRIMENTOS DAS EMPRESAS DO SETOR METAL-MECÂNICO DO VALE DO ITAJAÍ
por André Luís Almeida Bastos*
Resumo
O setor metal-mecânico é um dos setores de atividade industrial mais
competitivos de SC. É relevante observar se as práticas de relacionamento destas
empresas com seus fornecedores convergem para o atendimento dos níveis de
exigências requeridos pelo mercado. Entrevistou-se um grupo de 22 empresas, de
um total de 53 do universo, segundo a classificação da FIESC. Observou-se que
as práticas de relacionamento que caracterizam a parceria entre clientes e
fornecedores de primeiro nível incidem, efetivamente, sobre um número muito
pequeno de empresas, especialmente por ser este um setor de atividade
industrial que tem sido alvo de grandes investimentos em busca de respostas aos
elevados níveis de exigências do mercado.
Introdução
A maior parte das
indústrias locais de grande e médio porte do setor metal-mecânico faz parte da
cadeia de suprimentos do setor automotivo e, em decorrência do elevado nível de
exigência relacionado ao padrão de fornecimento imposto pelas grandes empresas
deste setor, em termos de qualidade e custos de seus produtos, muitos
investimentos tem sido realizados pelas indústrias locais, ocasionando entre
outros fatores, um aumento da capacitação da mão-de-obra com investimentos em
treinamentos, uma intensa modificação de seus processos produtivos, tendo em
vista às adequações exigidas por grandes clientes do setor automotivo.
Deseja-se, entretanto, identificar como as relações com seus fornecedores
imediatos tem se desenvolvido, de tal forma que estas empresas possam responder
a estes novos e crescentes níveis de exigências impostos pelo mercado.
Dessa forma, o
objetivo deste artigo consiste em identificar se as práticas das relações entre
clientes e fornecedores do setor metal-mecânico no Vale do Itajaí convergem
para as demandas de elevado nível de exigências de desempenho requerido pelo
mercado e se tais práticas são baseadas em relações de parcerias entre
cliente-fornecedor e se as mesmas buscam sustentar um melhor desempenho da
cadeia, como um todo.
As novas relações nas cadeias de suprimentos (CS)
O fenômeno da
horizontalização das atividades industriais, como decorrência de uma crescente
necessidade de foco no Core Competence
das organizações, traz como conseqüência uma mudança significativa na
configuração da competitividade no mercado, onde cada vez mais a competição se
estabelece entre cadeias de fornecimento integradas e não mais entre empresas
individuais.
Estudiosos da
Logística e Cadeia de Suprimentos ressaltam a necessidade dos clientes e
fornecedores adotarem estratégias voltadas para a formação de parcerias de
longo prazo, integração de processos e cooperação para que ambos possam se beneficiar
mutuamente. Aliás, o próprio conceito de Cadeia de Suprimentos já pressupõe a integração
entre fornecedores e clientes.
Parcerias com fornecedores
A prática de adotar parcerias vem sendo
utilizada por várias organizações como uma alternativa para aumentar a sua vantagem
competitiva. Estas relações podem ocorrer de diversas formas e recebem diversas
denominações (associações, alianças estratégicas, parcerias, empresas
consorciadas, entre outros), entretanto, todas as formas referem-se aos mesmos
objetivos: aumentar a competitividade do bloco e incrementar a eficiência
operacional (os quais não seriam possíveis de se obter individualmente). A
integração propicia um ambiente em que ambos buscam alcançar melhores
resultados, em termos de qualidade, custo dos produtos e serviços. Neste tipo
de relacionamento, é comum uma redução da base de fornecedores, o
desenvolvimento de produtos com participação de fornecedores e clientes, como
forma de aumentar a produtividade e reduzir o tempo de entrega dos projetos.
A prática da utilização de contratos de
longo prazo, por exemplo, tem sido utilizada como uma das formas de buscar redução
de custos, tendo em vista a manutenção de garantias de volumes de itens a serem
produzidos e entregues num horizonte de tempo de longo prazo. Estes contratos,
além da garantia dos relacionamentos de
longo prazo, estabelecem direitos e obrigações das partes, para gerar
estabilidade e resguardar a confiança dos parceiros.
Em suma, deseja-se a partir da relaçao de
parceria reduzir o preço do item comprado, obter uma melhor qualidade do item
comprado, obter maior pontualidade de entrega do item comprado, aumentar a
flexibilidade (diversidade e volumes) para o item comprado, obter poder de
barganha junto ao fornecedores, obter um prazo maior para pagamento/aumento do
capital de giro fornecedores, reduzir estoques internos, adquirir
serviços/produtos qualificados/especializados, características inerentes a
relações mais próximas entre os atores.
Resultados
A seguir, apresenta-se uma discussão dos
resultados, conforme os objetivos descritos na introdução. Os responsáveis
pelas respostas são líderes responsáveis pelas funções de Compras ou Qualidade
nas empresas pesquisadas.
Disponibilizamos na íntegra o artigo e a pesquisa
Acesse em Artigos¹ Artigo Parcerias Metal-Mecânico por André Bastos.pdf
Acesse em Artigos¹ Artigo Parcerias Metal-Mecânico por André Bastos.pdf
*O autor é consultor de empresas e professor universitário, coordenador de cursos de pós-graduação em Engenharia de Produção e do MBA em Lean Manufacturing e diretor da ESNT – Escola Superior de Negócios e Tecnologia
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
EMPRESAS DO SETOR METAL-MECÂNICO APROVAM OS MRPS
GESTÃO
ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
Empresas do setor metal-mecânico aprovam os MRPs.
Mas reclamam dos custos de implantação e acham que os resultados demoram para aparecer.
Uma
pesquisa com empresas do setor metal-mecânico sobre o MRP - Material
Requirements Planning, metodologia que auxilia as empresas a levantar suas
necessidades de materiais, revela que os maiores benefícios obtidos estão
relacionados à gestão da capacidade de produção e melhor gerenciamento dos
materiais. Na outra ponta, as maiores dificuldades enfrentadas relacionam-se
à alimentação de dados, informações incorretas nos níveis de estoques e
relatórios imprecisos. Os dados são resultado de um levantamento feito pelo
curso de Pós-Graduacão em Engenharia de Produção da Universidade de Blumenau,
junto a diversas empresas do Vale do Itajaí - SC.
MRPs e ERP
O MRP
surgiu na década de 80 e envolvia questões ligadas a itens como o que, quanto
e quando produzir. Posteriormente, nos anos 90, evoluiu para o MRP II, que
passou a abranger também “como” produzir. Tornando-se cada vez mais complexo,
o MRP foi transformado em sistemas de computação, passando a ser conhecido
como ERP (Enterprise Resource Planning), que vigora até hoje e pode ser
traduzido como “sistema de gestão integrada”.
“Percebemos
que muitas empresas reclamam que, ao adotar o sistema, se vêem obrigadas a se
adaptar à ferramenta, ao invés do contrário”, destaca o professor e
pesquisador André Luís Almeida Bastos, Mestre em Engenharia de Produção pela
UFSC e coordenador de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade
de Blumenau.
A pesquisa
ouviu empresas tradicionais no setor, como Rudolph, WEG Transformadores,
Netzsch do Brasil e ZEN.
De acordo
com a pesquisa, o tempo médio de implantação dos sistemas de ERP leva de 16 a
20 meses. Em 23% dos casos, porém, o tempo gasto foi de 32 meses. O principal
motivo apontado para a implementação dos ERPs foi a necessidade de diminuir
os estoques. E segundo lugar as empresas apontaram o desejo de melhorar o
serviço aos clientes.
Os maiores
investimentos foram na capacitação de pessoas e na mudança de culturas
internas.
De acordo
com as empresas entrevistadas, os maiores benefícios trazidos pela
implantação do sistema dizem respeito ao gerenciamento da capacidade de produção
(28%), melhor controle dos materiais (23%) e confiabilidade das informações
(17%). No total, 87% dos entrevistados disseram acreditar que os sistemas
permitem a integração dos dados das diversas áreas de produção e 60%
acreditam que eles resultam no aumento da produtividade.
Conclusões
De acordo
com o Prof. André, foram constatadas algumas mudanças estruturais nas
organizações entre as quais, as mais recorrentes são: capacitação de pessoas,
mudanças de procedimentos internos, reestruturação dos processos produtivos e
a necessidade de disciplina na alimentação de cadastro de parâmetros e
estrutura de produtos.
“Outra
questão verificada refere-se aos principais benefícios obtidos com a
implementação do sistema. As empresas pesquisadas concordam que os benefícios
referem-se ao melhor gerenciamento da capacidade de produção, melhor
gerenciamento dos materiais, confiabilidade das informações, redução dos
estoques e agilidade nas tomadas de decisões. Entretanto, algumas
dificuldades muito recorrentes foram observadas nas empresas para o uso
eficaz da ferramenta: necessidade de disciplina para alimentação dos dados,
convivência com informações incorretas nos níveis de estoques, relatórios
imprecisos, necessidade de quebra de paradigmas na operacionalizaçao da
fábrica, necessidade de conscientização e comprometimento das pessoas,
convivência com suporte externo fraco”, assinala o professor.
A pesquisa mostrou ainda que, por tratar-se de um sistema que requer aderência estrita de suas regras para que funcione corretamente, freqüentemente, supervisores e outras pessoas envolvidas desenvolvem um sistema informal para conseguir realizar suas tarefas. Por conseqüência, quando estas regras não são obedecidas dentro do sistema, dados incorretos e relatórios imprecisos são gerados, gerando deterioração da credibilidade da informação prestada pelo sistema às pessoas envolvidas. “Numa análise geral sobre as respostas obtidas pelo questionário aplicado no grupo de empresas do setor, pode-se observar que há uma acentuada concordância quanto às vantagens e às limitações dos sistemas implementados nas empresas em relação às afirmações apresentadas pelos autores citados no trabalho”, diz o prof. André;
“Percebe-se,
por exemplo, no grupo pesquisado, segundo os entrevistado, uma contribuição
para a redução dos níveis de estoque em processo e de produto acabado, uma
redução dos custos de compra, um bom sistema de informação dando suporte à
gerência de materiais, fornecendo a posição do estoque em tempo real, o
histórico das suas movimentações, a situação dos materiais no processo de
compras e de produção, a integração dos dados em diversas áreas da empresa,
uma acentuada colaboração na elaboração de planos eficazes, por meio de
ensaios e simulações, uma contribuição para o gerenciamento de Ordens de
Produção, permitindo o feedback e a
visibilidade de seu andamento ao longo do processo de produção, entre
outras”.
Por outro
lado, também se destaca que as principais limitações obtidas são: a
onerosidade do sistema, especialmente no que tange a necessidade de
investimentos em computadores, softwares e pessoal de suporte altamente
qualificado, além de uma necessidade de maior rigor no controle de relatórios
de inventário e produção. Há também limitações de tempos improdutivos tais
como: lead-time, set-up, tempo de espera, quebra de máquinas, material
rejeitado que não são gerenciados pelo sistema. Um outro fator limitador
refere-se ao fato de que o sistema assume capacidade ilimitada, em todos os
recursos, requerendo para efeitos de planejamento da capacidade produtiva,
uma intervenção das pessoas para identificação dos gargalos.
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Fonte:
NOTICENTER - www.noticenter.com.br
*Nesta edição, você pode baixar
a pesquisa com exclusividade.
Prof. André L. A. Bastos
Coordenador e Diretor ESNT - Escola Superior de
Negócios e Tecnologia - www.esnt.com.br
Coordenador Pós-graduação Lato Sensu Lean
Manufacturing
Coordenador Pós-graduação Lato Sensu Engenharia
de Produçao
Centro de Ciências Tecnológicas - Universidade
Regional de Blumenau
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engenharia,
Especialização,
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Industria.,
Lean,
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produção,
qualificação
Local:
Franca - São Paulo, Brasil
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
MBA EM GESTÃO DO DESIGN DE MODA E ACESSÓRIOS - TURMA CIESP FRANCA
Com o objetivo de oportunizar o aprimoramento e o compartilhamento de temas relativos às diferentes etapas do Desenvolvimento de um Projeto de Produto de Confecção de Moda e de Acessórios, abordando aspectos do Design tais como Forma, Função, Sustentabilidade Ambiental, Ergonomia, Identidade Visual.
Considerando aspectos de inserção do Produto no Mercado e partindo de uma identificação adequada de Tendências de Moda e necessidades do Mercado e do Consumidor.
O CIESP Franca e a Escola superior de Negócios e Tecnologia oferecem para Franca, Ribeirão Preto e Região o MBA em GESTÃO DO DESIGN DE MODA E ACESSÓRIOS
A ESNT apresenta os módulos específicos para a Formação de Profissionais na área de Moda Desenvolvimento e Produção e atividades correlatas nos setores de Industria, Comercio, e de Serviços relacionados. Combinando este conhecimento com as disciplinas de Gestão de Moda para compor este MBA, conforme o programa de Módulos e disciplinas que apresentamos agora para vocês.
Segue ! Aos Estilistas, Designers, Arquitetos, Artistas Plásticos, Empresários e Profissionais no mercado de Moda, Confecção e Acessórios.
Estes são os Módulos, e os Professores Mestres e Doutores, já confirmados pela Coordenação da ESNT para a Turma de Franca - SP.
* MBA EM GESTÃO DO DESIGN DE MODA E ACESSÓRIOS
TURMA CIESP FRANCA
| |||
História da Arte e da Moda
|
Profa Edinéia da Silva Pereira
Betta
|
Mestre UNIFEBE
SC
|
|
Ergonomia,
Funcionalidade e Conforto
|
Prof Wladmir
Perez
|
Doutor
FURB SC
|
|
Branding
|
Prof Edson
Sharf
|
Doutor
FURB SC
|
|
Marketing de Produtos de Moda e Acessórios
|
Profa Marcia
Bronemann
|
Mestre FURB
SC
|
|
Representação
Gráfica
|
Prof Rene de Moraes Ruduit
|
Mestre FEEVALE RS
|
|
Semiótica em Moda e Acessórios
|
Prof Hans Peder
|
Doutorando
FURB SC
|
|
Projeto do Produto: Calçados e Acessórios
|
Prof Luiz Carlos Robinson
|
Mestre FEEVALE RS
|
|
Projeto do Produto: Coleção de Moda e Acessórios
|
Profa Graziela Morelli
|
Doutoranda UNIFEBE SC
|
|
Estética
e Linguagem
|
Profa Arina Blum
|
Mestre UNIFEB |UNIVALI SC |UNISINOS RS
|
|
Eco-Design
e Sustentabilidade
|
Profa Doris Zwicker Bucci
|
Doutora
FURB SC
|
|
Tecnologia dos Materiais e Processos de Manufatura
|
Prof Luiz Carlos Robinson
|
Mestre FEEVALE RS
|
|
Pesquisa Comportamental e de
Tendências
|
Profa Paula Visoná
|
Mestre UNISINOS RS
|
|
Organização e Planejamento de Coleções
|
Profa Emanuele Biolo
Magnus
|
Mestre FEEVALE RS
|
|
Gestão da Qualidade
e da Satisfação do Consumidor
|
Prof André Luis A. Bastos
|
Doutorando
FURB |UNIFEBE SC
|
|
Lembramos que as informações e as inscrições estão disponíveis no CIESP Franca, com a Equipe do Prof Roberto Balbino.
Uma abraço a todos e uma ótima semana!
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